Setor aquaviário bate recorde; exportações de grãos reforçam protagonismo do Sul
O transporte aquaviário brasileiro registrou movimentação de 1,4 bilhão de toneladas em 2025, alta de 6,1% em relação a 2024, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). O resultado consolida uma trajetória de expansão do setor, impulsionada principalmente pelo escoamento de commodities como minério de ferro, soja, fertilizantes e gás de petróleo. Apenas em dezembro, foram movimentadas 119 milhões de toneladas, avanço de 14,2% na comparação anual, reforçando o ritmo aquecido da logística portuária nacional.
No recorte produtivo, a soja ganhou destaque ao atingir 139,7 milhões de toneladas, crescimento de 14% — um indicador diretamente associado à força do agronegócio do Sul do país. Nesse cenário, o Paraná se beneficia da demanda internacional e da eficiência logística para exportação de grãos e derivados, mantendo sua relevância nas cadeias de comércio exterior. O avanço da cabotagem e da navegação interior, que cresceu quase 20%, também amplia alternativas para o escoamento da produção agrícola paranaense e tende a reduzir custos de transporte no médio prazo.
Entre as instalações portuárias, os portos públicos movimentaram 497 milhões de toneladas, enquanto os terminais privados chegaram a 906,1 milhões, ambos com crescimento. A ANTAQ projeta que o volume nacional alcance 1,44 bilhão de toneladas em 2026 e 1,59 bilhão até 2030, indicando continuidade da expansão. Para estados exportadores como o Paraná, a tendência sinaliza maior competitividade internacional, especialmente em um contexto no qual infraestrutura e logística se tornam fatores decisivos para sustentar o avanço do agronegócio e da indústria.
