IA e deepfakes colocam eleições de 2026 no radar do TSE

O presidente do TSE, Nunes Marques, afirmou que conduzir a Justiça Eleitoral em um ano de eleições gerais será um dos maiores desafios da Corte diante do avanço da inteligência artificial, das deepfakes e da desinformação. A declaração foi feita durante seminário sobre IA e eleições realizado em Brasília.

Segundo o ministro, o ambiente digital transformou o eleitor em alvo de dados, padrões de comportamento e vulnerabilidades emocionais, exigindo respostas rápidas do Estado e da Justiça Eleitoral. Nunes Marques alertou para riscos como clonagem de voz, troca de rosto e vídeos manipulados divulgados às vésperas da votação.

O presidente do TSE também destacou que o tribunal vem reforçando o trabalho técnico para garantir eleições “harmônicas, com civilidade democrática e mais responsabilidade nas redes sociais”. Ele defendeu maior integração entre Justiça Eleitoral, especialistas, universidades e sociedade civil para enfrentar os impactos tecnológicos no processo eleitoral.