Coluna Paraná Produtivo/ADI 12-13/01/2021

Empregos no Paraná
O Paraná tem mais um indicador positivo de desempenho de sua economia e do mercado do trabalho. Balanço da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério da Economia posicionou o Estado na liderança isolada do ranking nacional de colocação de profissionais pelas Agências do Trabalhador em 2020. Foram 74.615 trabalhadores encaminhados para vagas de emprego com carteira assinada. O resultado coloca o Paraná distante do segundo lugar, o Ceará, que fechou o ano com 30.020 colocações. Em seguida vêm São Paulo, com 29.713; Distrito Federal, com 22.437, e Minas Gerais com 18.282 novos trabalhadores. Na região Sul, o Paraná está 500% acima do segundo lugar, que foi o Rio Grande do Sul, com 14.855, e 1.260% à frente de Santa Catarina, com 5.922 vagas ocupadas por meio da intermediação das Agências do Trabalhador.

Mais vendido
A Volvo inicia 2021 em festa. O modelo FH 540 cv manteve a liderança no País com o emplacamento de 5.870 unidades de janeiro a dezembro de 2020, segundo levantamento divulgado na semana passada pela Fenabrave. É a oitava vez em 12 anos que o FH lidera este ranking, que também traz o FH 460 cv na vice-liderança de pesados, com 3.936 unidades emplacadas em 2020. O FH cresceu ainda mais no mercado com a introdução de novas tecnologias. Os avanços da Aceleração Inteligente tornaram o modelo até 10% mais econômico. Outro avanço foram os entre-eixos de 3.500 mm, de série no FH 460 4×2 e 6×2, que passaram a ser oferecidos com defletores laterais para melhor aerodinâmica entre o cavalo mecânico e a carreta, proporcionando menor consumo de combustível.

Estoque de carros
Os estoques de automóveis nas fábricas e concessionárias entram em 2021 no seu menor nível de todos os tempos. Segundo dados divulgados pela Anfavea, a associação que reúne as fabricantes do setor, o volume de carros atualmente é suficiente para apenas 12 dias de venda. Em condições normais, esse estoque gira em torno de 30 a 35 dias de venda. Uma das principais causas dessa situação é a falta de peças, um problema que se arrasta desde o ano passado e que tem se mostrado um limitador à retomada da produção. Além disso, as montadoras ainda têm de lidar com as restrições impostas pelo covid-19, com a exigência de distanciamento social impedindo o pleno funcionamento das linhas de produção.

Máquinas agrícolas
A economia brasileira e o setor de máquinas agrícolas devem crescer em 2021. A expectativa é da Associação Nacional de dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes ressalta que a estimativa é conservadora. “O Brasil vai crescer, mas temos desafios que vão afetar este movimento”. O dirigente elencou alguns destes desafios: a questão fiscal impacta diretamente levando em conta o controle dos gastos pelo governo e a dívida do país; o câmbio deve seguir exercendo pressão sobre os preços, principalmente sobre os insumos importados. A venda de máquinas agrícolas no Brasil deve crescer 5% em 2021. Segundo a Anfavea, o número deve passar de 41,8 mil unidades em 2020 para 50,3 mil unidades neste ano.

Bancos digitais
Os novos hábitos adquiridos pela população durante o isolamento social aceleraram a participação dos bancos digitais no Brasil. Apesar do poder financeiro e da ainda alta concentração das instituições tradicionais, esses novos personagens estão dando cara nova ao sistema financeiro nacional, que aos poucos ganha mais competição. Alguns conseguiram dobrar a carteira de clientes durante a pandemia. Um levantamento do UBS Evidence Lab mostra que em 2020, pela primeira vez, a parcela de downloads de aplicativos dos novos players ultrapassou a de instituições tradicionais. Em 2019, a participação dos maiores bancos era de 52% e dos novos, 48%. No ano passado, essa posição se inverteu, com os bancos digitais alcançando uma fatia de 52%.

Milho argentino
A Argentina suspendeu a proibição das exportações de milho anunciada em dezembro e vai optar por um limite diário temporário de 30 mil toneladas nas vendas ao exterior, disse o Ministério da Agricultura na última segunda-feira, 11, e recuou da medida mais restritiva que havia enfurecido agricultores na indústria de grãos do país. O terceiro maior fornecedor mundial do cereal anunciou em 30 de dezembro uma paralisação de dois meses nas exportações de milho, em uma tentativa de controlar os preços domésticos dos alimentos em meio a uma longa recessão e a pandemia do covid-19. O Ministério da Agricultura informou em comunicado que fechou acordos para garantir o fornecimento doméstico de milho e amortecer os preços locais contra as flutuações nos mercados internacionais, permitindo o fim da proibição total dos embarques.

Soja dos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá reduzir a sua estimativa para os estoques de soja americanos e globais para a temporada 2020/21. A previsão para a safra americana também deverá ser revisada para baixo. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques dos EUA em 135 milhões de bushels. Em dezembro, a previsão ficou em 175 milhões. Para a safra, o mercado aposta em projeção sendo reduzida para 4,155 bilhões de bushels. No relatório anterior, o número ficou em 4,170 bilhões de bushels. A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 83 milhões de toneladas, contra 85,6 milhões projetados no mês passado pelo Departamento.

Exportações do agronegócio
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 100,8 bilhões em 2020. A marca, segunda melhor da história, representou um crescimento de 4% em relação à 2019, quando as vendas externas chegaram a US$ 97 bilhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Insper. Complexo soja, carnes, açúcar, café e algodão foram os principais destaques positivos da balança do setor no ano passado. O bom desempenho do setor agropecuário brasileiro no cenário internacional é explicado pelo câmbio e por fatores como a resiliência da cadeia logística e de suprimentos durante a pandemia, a firme demanda chinesa por grãos e carnes e o aumento das compras de commodities por países emergentes, avalia o instituto.

Competitividade
A diferença de preços entre a carne de frango e as carcaças bovina e suína deve continuar elevada em 2021, após bater recorde no ano passado, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). “A retomada do crescimento econômico tende a ocorrer de forma gradual, e, com isso, o poder de compra dos consumidores deve continuar enfraquecido, o que, por sua vez, pode favorecer as vendas de carne de origem avícola, que é negociada a valores mais baixos que os das concorrentes”, disse o Cepea em relatório. No acumulado do ano passado (2 de janeiro a 28 de dezembro), enquanto as carnes bovinas e suínas se valorizaram expressivos 35% e 32%, respectivamente, a proteína de frango avançou 9%.

CES 2021
A Consumer Electronics Show (CES), a maior feira de tecnologia do mundo, começou na última segunda-feira. Pela primeira vez, o evento será totalmente virtual, devido à pandemia de covid-19. Com o formato digital, o número de empresas participantes diminuiu. A Consumer Technology Association (CTA), organizadora da feira, informa que cerca de 1.900 companhias farão exibições neste ano, menos da metade das 4.400 que participaram da edição de 2020. Grandes empresas como Amazon e Google não estarão presentes oficialmente, ao contrário do que aconteceu em outras edições. Entre nomes de peso que foram confirmados estão Microsoft, Samsung, LG e Sony. Além de alguns lançamentos, a feira é uma oportunidade para as marcas apresentarem onde estão concentrados os seus esforços.

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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