Coluna Paraná Produtivo/ADI 16-17/01/2021

Do Paraná ao Japão
A startup paranaense Fiber Biofoi uma das sete selecionadas para representar o Brasil no Innovation Leaders Summit 2021, evento que será realizado em Tóquio, no Japão e reunirá startups de vários países para um processo intenso de aceleração, mentorias e networking. A Fiber Fio foi criada em 2018 por três estudantes da  Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e está desenvolvendo uma embalagem biodegradável com polímero alternativo. No momento, o polímero sustentável e alternativo está em etapa de pesquisas, validações e testes. A previsão é que, com o apoio das multinacionais envolvidas, a inovação passe a ser testada ainda em 2021.

Indústria paranaense
Os resultados regionais de novembro do ano passado divulgados na última quinta-feira, 14, pelo IBGE, referentes à produção industrial nos estados, mostram que a indústria do Paraná vem recuperando o dinamismo e reduzindo as perdas acumuladas ao longo de 2020, em função da pandemia. Ficou em 14% quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. O mesmo indicador nacional teve alta de 2,8%. Os demais estados do Sul também registraram recuperação, com crescimento de 11,1% em Santa Catarina e de 8,7% no Rio Grande do Sul. Os setores que mais contribuíram para o resultado positivo foram produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com 41,5% de alta, madeira (32,4%) e máquinas e equipamentos (30,1%).

Agro paranaense
As exportações do agronegócio do Paraná somaram US$ 13,29 bilhões em 2020, valor 3,98% superior ao desempenho de 2019, quando o setor exportou US$ 12,78 bilhões. Os números, divulgados nesta semana, são da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Com esse resultado, o Estado mantém a 3ª posição no ranking nacional das exportações do setor em 2020. O Brasil somou US$ 100,81 bilhões no ano passado em vendas externas do agro, e o Paraná contribuiu com 13,18% do total. Na primeira colocação está o Mato Grosso (17,73%), seguido de São Paulo (17,09%).

De olho na exportação
Os números também indicam que o agronegócio ampliou sua participação no comércio exterior do Paraná. Em 2019, correspondia a 77,6% das exportações. Agora, representa 80,9% do total exportado. Entre os destaques paranaenses, estão o complexo soja, que exportou 17,3 milhões de toneladas, um aumento de 28,4% com relação ao volume exportado em 2019, e que gerou US$ 6,05 bilhões. Aproximadamente 45,5% das exportações do setor pelo Paraná correspondem a essa categoria. Já as carnes representam 21% e os produtos florestais 16,67%. Com relação às importações, o agronegócio do Estado também ocupa a 3ª posição no ranking nacional, atrás de São Paulo e Santa Catarina. Em 2020, o agro do Paraná importou US$ 1,7 bilhão.

Acumulado de 2020
Na avaliação do resultado de janeiro a novembro, o Paraná ainda acumula queda de 4,3% na produção industrial. O Brasil registra retração de 5,5%. Dos 14 estados avaliados, apenas três já recuperaram as perdas da pandemia no ano: Pernambuco (3,2%), Rio de Janeiro (0,5%) e Goiás (0,4%). O Paraná fica na quarta colocação, ainda em queda, mas com indicador melhor do que o de outubro, que ficou em -6% no mesmo período. No acumulado do ano, os setores que têm sustentado a recuperação da indústria paranaense são fabricação de produtos de metal (10,6%), alimentos (9,3%), produtos derivados do petróleo (7,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,6%) e móveis (4,7%).

Carros de luxo
O presidente mundial da Renault, Luca De Meo, disse na última quinta-feira, 14, que a estratégia do grupo para os próximos cinco anos é focar na produção de veículos de maior lucratividade, ou seja, mais caros, desafio que se estende também à filial brasileira – que hoje tem o Kwid, um carro de entrada na faixa de R$ 50 mil, como o mais vendido da marca. “Vamos direcionar nosso negócio da participação de mercado para a lucratividade”, afirmou. Ao divulgar o novo plano quinquenal para o grupo, De Meo citou que o Brasil vem apresentando melhora na “qualidade do negócio” e que a matriz estuda novos produtos para a fábrica de São José dos Pinhais.

Mais investimentos
A Renault deve anunciar nos próximos meses um novo plano de investimentos no Brasil já visando a nova estrutura do grupo, que definiu plataformas conjuntas de produção com a aliança global que inclui Nissan e Mitsubishi. De Meo afirmou que 80% dos lançamentos previstos para os próximos cinco anos serão produzidos em três plataformas comuns, o que reduz custos e melhora a eficiência. Serão modelos elétricos e híbridos. Outro anúncio foi que a marca Renault será substituída na Fórmula 1 pela Alpine, justamente para divulgar a marca de luxo da companhia.

BRDE e Ministério do Turismo
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou um aditivo contratual em sua parceria com o Ministério do Turismo para administrar o Fundo Geral de Turismo, o Fungetur. Com o aditivo, foram adicionados mais R$ 100 milhões em investimentos no turismo da Região Sul do País, chegando ao total de R$ 646 milhões. Desses, R$ 293 milhões já foram aplicados em operações aprovadas até 30 de novembro do ano passado. Para o Paraná, foram direcionados até agora R$ 102 milhões, que estão disponíveis para investimentos em projetos relacionados ao turismo, como implantação, ampliação, modernização ou reforma de empreendimentos. Essa parceria entre o BRDE e do Ministério do Turismo começou em 2017 e nos últimos três anos foram investidos R$ 121,9 milhões na construção e revitalização do turismo no Paraná. 

Intenção de Consumo
A intenção de consumo das famílias (ICF) subiu 0,7% em janeiro, na comparação com dezembro, e atingiu 73,6 pontos. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foi a quinta alta consecutiva do índice, embora tenha sido o mais fraco desempenho para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 2010.No comparativo anual, houve recuo de 24,2%. É a décima retração consecutiva nessa base de comparação. De acordo com a CNC, desde abril de 2015, a ICF está abaixo do nível de satisfação, que é de 100 pontos. Conforme a pesquisa, os indicadores atuais registram em janeiro os melhores níveis dos últimos meses.

Vendas no varejo
O volume de vendas do comércio varejista nacional caiu 0,1% em novembro de 2020. Apesar da estabilidade, o recuo interrompeu o ritmo de seis meses consecutivos de crescimento com ganhos acumulados de 32,2%. Se comparado ao mesmo mês do ano anterior, há uma desaceleração. Saiu de alta de 8,4% em outubro para 3,4% em novembro. Ainda assim, o setor está 7,3% acima do patamar pré-pandemia. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na última sexta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou a queda no consumo de alimentos como principal responsável por frear a sequência de altas do setor.

Produção Agropecuária
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) fechou 2020 em US$ 871,3 bilhões, alta de 17% na comparação com 2019 e o maior resultado dos últimos 32 anos. Para 2021, as primeiras estimativas indicam crescimento de 10,1% do VBP. As informações foram divulgadas na última quinta-feira, 14, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No ano passado, as lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões, alta de 22,2%, e a pecuária, de R$ 290,8 bilhões, incremento de 7,9%. Em nota, a Secretaria de Política Agrícola do Mapa disse que os produtos que mais contribuíram para o resultado foram milho, com crescimento real de 26,2%; soja, com 42,8%; carne bovina, com 15,6%; e carne suína, 23,7%.

Carne uruguaia
O Uruguai pediu ao Japão que considerasse a possibilidade de entrada de línguas bovinas para melhorar o acesso a seus produtos, segundo o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca, Carlos María Uriarte. O Uruguai é o único país com status sanitário reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como país livre de febre aftosa com vacinação, que tem acesso tanto ao Japão quanto à Coreia do Sul. A carne bovina uruguaia voltou ao Japão em 7 de fevereiro de 2019, com 16 frigoríficos habilitados. A proposta foi feita na recente visita do chanceler do Japão Toshimitsu Motegi, ao Uruguai, onde se reuniu com o presidente Luis Lacalle Pou, o chanceler Francisco Bustillo e outras autoridades governamentais. “Estamos muito esperançosos de poder trabalhar com o Sudeste Asiático e o que pode ser melhorado na relação com o Japão”, disse Uriarte.

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br.

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