Aeroporto de PG poderá receber aviões lava a jato

O aeroporto Comandante Antonio Amilton Beraldo, de Ponta Grossa, está sendo estruturado para poder receber aviões a jato já a partir de 2022. O Sant’Ana, como é mais conhecido, recebe obras para a ampliação do distanciamento lateral em relação à pista, para ter 140 metros livres a partir do seu eixo, ficando com uma margem de segurança maior, possibilitando ao aeroporto mudar de categoria e receber os aviões maiores. A pista, contudo, não será alterada, mantendo os 1.430 metros de comprimento por 30 m de largura. Cabe destacar, ainda, que essas obras não se referem ao investimento de R$ 32 milhões que será realizado no local, cujos trabalhos ainda não foram iniciados.

Para que o aeroporto fique apto a receber as aeronaves maiores e mais rápidas, uma série de medidas foram adotadas, como desapropriações (entre elas, a da Associação dos Servidores Públicos Municipais), demolição de estruturas existentes, corte de árvores, e inclusive a alteração do trajeto da via de acesso ao aeroporto, que liga a rodovia PR-151 à entrada do terminal de passageiros. No momento, há o trabalho de desapropriação de uma chácara ao lado da cabeceira 08, para que todo raio da pista esteja livre de anteparos laterais em uma distância adequada. Ao final das obras, que devem ser concluídas até o final deste ano, o Sant’Ana estará adaptado às condições para receber os aviões ‘turbofan’.

De acordo com Victor Hugo de Oliveira, superintendente aeroportuário, esses 140 metros laterais de margem do eixo da pista fazem o aeroporto evoluir para a categoria III C (Três Charlie). “Por esse motivo, estamos com o acesso provisório ao aeroporto, por afastar o muro. E do outro lado estamos trabalhando com a desapropriação de uma chácara; precisamos remover algumas árvores, para construir o muro e ficar 100% preparados para a mudança de categoria”, informa.

Oliveira esclarece que a extensão da pista, mesmo com a altitude do aeroporto, de 789 metros acima do nível do mar (2.589 pés), permite a decolagem e aterrissagem dos aviões a jato menores, que operam em voos comerciais pelo Brasil. “Poderemos receber aviões a jato da Embraer, como os 190 e 195 E2 (operados pela Azul) e os Boeing 737, como os operados pela Latam e Gol”. Contudo, as aeronaves não poderiam operar com capacidade máxima, mas com restrições em torno de 80% de sua capacidade – que, de qualquer forma, seria o suficiente para transportar mais pessoas do que o total de passageiros que conseguem os ATR-72, modelos turboélice que operaram em Ponta Grossa nas linhas comerciais da Azul (Campinas) e Voepass (São Paulo e Foz do Iguaçu). 

Foto: Divulgação