Assistência pet ganha espaço e acompanha avanço do mercado de animais no Paraná

Rio de Janeiro, 25de março de 2026 – A presença de cães e gatos nos lares brasileiros segue em alta e, no Paraná, esse fenômeno é ainda mais expressivo. Dados da pesquisa Selfie Paraná 2025, da RPC TV, revelam que 81,71% da população do estado possui ao menos um animal de estimação, sendo 46,73% cães e 16,52% gatos. Esse cenário reflete a intensificação do vínculo entre tutores e pets, impulsionando uma nova dinâmica de consumo voltada ao cuidado, à saúde e ao bem-estar animal.

Essa mudança de comportamento vem estimulando não apenas a expansão de clínicas veterinárias, pet shops e serviços especializados, mas também o crescimento de soluções no setor segurador, como a assistência pet.

No Paraná, o segmento pet apresenta evolução consistente. Estimativas com base em dados da Comissão de Animais de Companhia (COMAC/Sindan) indicam que o estado ultrapassou a marca de 6 milhões de cães e gatos em 2024, concentrando cerca de 6,82% da população pet do país. Os cães ainda predominam, com aproximadamente 3,68 milhões de animais, mas os gatos vêm registrando crescimento mais acelerado, influenciado por fatores como a verticalização das cidades e a adaptação a espaços menores.

O movimento observado no estado acompanha uma tendência internacional. Atualmente, o mercado global de seguros e assistências para pets movimenta entre US$ 10 bilhões e US$ 22 bilhões, com projeções que indicam expansão para até US$ 45 bilhões na próxima década. Segundo consultorias como a MarketsandMarkets, o ritmo de crescimento anual pode variar entre 10% e 17%.

Em mercados mais maduros, como Estados Unidos e Reino Unido, a oferta de produtos voltados à saúde animal já é ampla. No Brasil, embora o setor ainda esteja em desenvolvimento, o potencial é significativo. O mercado pet nacional movimenta entre R$ 75 bilhões e R$ 78 bilhões por ano, conforme dados da Abinpet e da Abempet.

Mesmo diante desse crescimento, a adesão a soluções de proteção financeira para pets ainda é limitada. No Paraná, a penetração de planos e assistências veterinárias é estimada entre 1% e 2%, evidenciando um amplo espaço para expansão. Como funciona a assistência pet No Brasil, diferentemente do que ocorre em alguns países europeus ou nos Estados Unidos, os serviços voltados à proteção de animais costumam estar vinculados a seguros tradicionais, como os residenciais, automotivos ou de viagem.

Entre as coberturas mais frequentes estão orientação veterinária remota, atendimento emergencial, indicação de clínicas parceiras, transporte em situações críticas, hospedagem temporária e suporte em casos de desaparecimento do animal. Há também serviços que oferecem apoio quando o tutor se encontra impossibilitado de cuidar do pet, como em situações de internação. Para especialistas do setor, essas soluções ampliam o acesso a orientação qualificada e ajudam a reduzir o impacto financeiro de imprevistos.

Custos veterinários e planejamento
O avanço da assistência pet ocorre em paralelo à evolução da medicina veterinária, que também se destaca no Paraná. Procedimentos mais sofisticados, como exames de alta complexidade e tratamentos especializados, tornaram-se mais comuns, elevando o padrão de atendimento, mas também os custos envolvidos.
Nesse contexto, a assistência pet surge como uma alternativa de organização financeira, contribuindo para que os tutores estejam mais preparados para situações inesperadas. Além disso, muitos serviços incluem orientações preventivas, incentivando cuidados contínuos com a saúde dos animais.

Responsabilidade civil e convivência urbana
Com o aumento da presença de pets nas cidades paranaenses, cresce também a relevância da responsabilidade civil associada à guarda de animais. Em centros urbanos como Curitiba, Londrina e Maringá, onde a verticalização é mais intensa, a convivência em espaços compartilhados exige atenção redobrada. Situações envolvendo danos a terceiros, ainda que pouco frequentes, podem gerar custos e disputas legais. Algumas apólices residenciais já contemplam esse tipo de cobertura, garantindo proteção ao tutor em casos de incidentes.

Mercado em expansão
O crescimento da população de animais de estimação reforça a tendência de expansão do setor no Paraná. O estado se consolida como um dos principais polos do mercado pet no Brasil, refletindo mudanças no comportamento das famílias e na forma como os animais são inseridos no cotidiano. O aumento da adoção de pets, intensificado a partir da pandemia, fortaleceu os laços afetivos e ampliou a demanda por produtos e serviços especializados. Esse cenário também impulsiona a digitalização do setor, com soluções como telemedicina veterinária e plataformas de gestão de saúde animal.

Apesar das oportunidades, ainda há desafios relevantes, como o desconhecimento sobre produtos de proteção financeira e a percepção de custo por parte de parte da população. A expansão da assistência pet passa, portanto, por ações de informação e conscientização. À medida que os tutores reconhecem a importância do planejamento e dos cuidados contínuos, cresce a procura por soluções que ofereçam suporte em situações imprevistas.

Com uma base expressiva de animais de estimação, forte vínculo emocional entre tutores e pets e um mercado em evolução, o Paraná se posiciona como um ambiente promissor para o desenvolvimento da assistência pet nos próximos anos.

Para o presidente do SindSeg PR/MS, Guilherme Bini, embora não sejam frequentes, ocorrências envolvendo animais como acidentes ou danos a terceiros podem gerar custos relevantes e até disputas judiciais. Ele destaca que algumas apólices residenciais já oferecem coberturas específicas para esse tipo de situação, assegurando indenização quando há prejuízos a terceiros.

“Esse tipo de proteção tem se tornado cada vez mais relevante, especialmente em cidades como Curitiba, Londrina e Maringá, onde a convivência em condomínios e espaços coletivos exige maior responsabilidade dos tutores”, afirmou.

Sobre a CNseg
A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) congrega as empresas que compõem o setor, reunidas em suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap). A missão da CNseg é prover serviços que melhoram a vida das pessoas e a realização dos negócios, permitindo o crescimento da economia brasileira.