Cientistas preparam atualização das vacinas contra as novas variantes do coronavírus

Com a emergência de mais variantes do novo coronavírus, os cientistas estão preocupados em saber o quanto elas serão capazes de escapar da proteção gerada pelas vacinas de Covid-19. Para entender como pesquisadores e indústria estão se preparando para o caso disso acontecer, uma reportagem conversou com dois imunologistas, o brasileiro Ricardo Gazinelli, da Universidade Federal de Minas Gerais, e a americana Laura Walker, da empresa de biotecnologia Adimab, para elucidar questões cruciais do problema:

Por que novas variantes podem se esquivar da imunidade criada pelas vacinas?
As vacinas são partículas “fantasiadas” de vírus que ensinam o sistema imune a reconhecer o patógeno e a estimula a atacá-lo. Quando surge uma nova variante do vírus, pode ser que suas diferenças comprometam esse reconhecimento.

A principal característica do Sars-CoV-2, vírus da Covid-19, imitada pelas vacinas é a proteína spike (espícula), na superfície do vírus. Ela é o antígeno, molécula que estimula o sistema imune a reagir, enviando to para atacá-la.

Como está sendo monitorada a resposta das vacinas a essas variantes?
Pesquisas in vitro estão simulando uma imunogenicidade (capacidade que uma vacina tem de gerar uma resposta imune) a diferentes cepas do vírus em laboratório. Além disso, são monitoradas pessoas que receberam diferentes imunizantes.

Walker, da Adimab, estudou como a imunidade gerada pela versão original do Sars-CoV-2 saiu contra as novas cepas. Vimos que mais da metade dos não adaptou a proteína espícula das variantes que emergiram na África do Sul e no Brasil – diz a pesquisadora. Estudos que acompanham os vacinados ainda são poucos e não possuem repostas definitivas.

O Globo

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