Comando nacional do Exército visita Ponta Grossa para decidir sobre a Escola de Sargentos de Armas

Ponta Grossa recebe nesta sexta-feira (9) nove generais do Exército Brasileiro. Formada por generais de Exército, de Divisão e de Brigada, incluindo o comandante-geral, a comitiva viaja para avaliar a possibilidade da instalação da Escola de Sargentos das Armas (ESA) na cidade, que disputa o investimento de R$ 1,2 bilhão com outras duas – Recife (PE) e Santa Maria (RS). A expectativa é que a decisão seja anunciada no próximo mês.

A área disponibilizada para a ESA fica no distrito de Itaiacoca e é a atual Fazenda Modelo da Embrapa, que já aceitou transferir o complexo para uma área na cidade vizinha de Palmeira. É neste local que será feita a cerimônia desta sexta-feira (9), que também contará com a presença do presidente da Embrapa, o engenheiro agrônomo Celso Luiz Moretti, do governador do Estado, Carlos Massa Ratinho Junior, da prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, e demais autoridades.

Para a realização do evento, que ocorre no início da tarde, a Prefeitura Municipal montou uma estrutura de recepção que conta com oito tendas brancas com estrutura de metal, 500 m² de pisos, quatro banheiros químicos, 130 metros de grades de contenção e equipamentos de áudio e vídeo. A cerimônia contará com pronunciamentos oficiais, apresentação do projeto de Ponta Grossa para sediar a ESA e coffee break.

O que a ESA oferece para a cidade
A Escola de Sargentos das Armas (ESA) foi criada no Rio de Janeiro em 1945, ao fim da Segunda Guerra Mundial, e desde 1949 fica sediada em Minas Gerais. Também chamada de Escola Sargento Max Wolf Filho, é o estabelecimento de Ensino de Nível Superior (Tecnólogo) do Exército Brasileiro, responsável pela formação de Sargentos Combatentes de Carreira das Armas de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia e Comunicações.

A nova estrutura, que está em fase de escolha de local, deve receber investimentos de R$ 1,2 bilhão e reunir um contingente de aproximadamente 10 mil pessoas, entre alunos – selecionados através de concurso público -, instrutores, familiares e todo o pessoal necessário para fazer a escola funcionar.

Esse contingente representa uma injeção milionária na economia de Ponta Grossa – já que, vivendo aqui, também vão consumir aqui. A folha de pagamento da Escola gira em torno de R$ 250 milhões, o que representa quase um quarto do orçamento do Município. Além disso, também há a possibilidade de outros investimentos-satélite, ou seja, motivados pelo crescimento da demanda. Exemplos são hospitais, escolas e negócios especializados, por exemplo.