Estado economiza R$ 47 milhões com teletrabalho

A implantação do Teletrabalho na rotina dos servidores no Estado, em decorrência da pandemia, afetou diretamente o sistema de transporte da Administração Pública Estadual. Além disso, o governador Carlos Massa Ratinho Junior orientou os dirigentes a priorizarem reuniões online. A redução do deslocamento acarretou em uma economia de R$ 47,3 milhões aos cofres públicos, dividida entre manutenção e abastecimento de veículos e viagens oficiais.

“Administração pública estadual decidiu pela redução da jornada de trabalho, bem como a diminuição do trabalho presencial e implantação do Teletrabalho. Com isso, conseguimos uma economia significativa na utilização de veículos e na redução de viagens, tudo sem perder a qualidade do serviço prestado pelos servidores”, afirma o secretário da Administração e da Previdência, Marcel Micheletto.

Conforme dados da Secretaria, por meio do Departamento de Gestão do Transporte Oficial (Deto), a principal variação foi no setor de viagens oficiais, com uma redução de 57,4% dos gastos, durante a pandemia.

Em 2019, de março a novembro, a despesa estava em R$ 45 milhões, enquanto no mesmo período de 2020, o valor ficou em R$ 19,2 milhões, gerando, assim, uma economia de R$ 25,8 milhões.

No abastecimento de veículos, o corte somou R$ 14,8 milhões, equivalente a 21,6%. O gasto em 2019 estava em R$ 68,6 milhões, e em 2020, R$ 53,7 milhões.

No caso da manutenção de veículos, a data de análise foi sete meses antes e sete meses depois da pandemia, devido a uma nova empresa ter assumido o serviço. Entre agosto de 2019 e março de 2020, o dispêndio foi de R$ 39,2 milhões, e entre abril e outubro de 2020, diminuiu 16,9%, ficando em R$ 32,6 milhões.

Leilões – A Secretaria da Administração e da Previdência, em parceria com a Celepar, criou o Sistema Eletrônico de Leilões para realização dessas licitações diretamente com o Estado. A iniciativa excluiu a necessidade do pagamento de comissão ao leiloeiro oficial de 5% por parte do arrematante, oportunizando ao interessado incrementar o lance pago.

O primeiro leilão ocorreu em novembro, com a venda de 10 lotes de veículos inservíveis ao Estado. O processo gerou receita total de R$ 62.116,20, montante que volta aos cofres do Governo para uso em renovação da frota. A expectativa era uma arrecadação total de R$ 11.016,50. O valor final dos lances, portanto, foi 567,48% maior que o mínimo previsto.

“Para 2021, a Secretaria deve realizar mais leilões visando esvaziar os pátios do Deto, que estão com aproximadamente 2,5 mil veículos já recolhidos. A expectativa é gerar aproximadamente R$ 25 milhões em recursos”, adianta o diretor do Deto, Juan Carlos Alves.

AEN

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