Estudantes temem não poder usar nota do Enem para inscrição no Prouni ou Fies

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que estão previstas para janeiro a abertura das inscrições no Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os editais com as datas ainda não foram publicados mas, segundo a pasta, o Prouni 2021 terá inscrições abertas de 12 a 15 de janeiro e o Fies 2021 abrirá inscrições de 26 a 29 de janeiro.

O problema é que estas datas são “incompatíveis” com a divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, afirma a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

A nota do Enem é um dos critérios de seleção para os programas de acesso ao ensino superior. As provas foram remarcadas para janeiro e fevereiro e o resultado será divulgado em 29 de março.

“O grande espanto, para secundaristas que sonham com a universidade, é a incompatibilidade entre as datas do Enem e dos outros programas”, afirma a entidade, em nota.

“Já enfrentamos uma situação de evasão escolar, de total falta de apoio, de exclusão digital e agora isso. Não estamos entendendo nada. Poderemos entrar numa faculdade? Ou irão nos tirar isso também? O MEC precisa ser claro e responsável com nosso futuro, que é também o futuro do Brasil”, afirma Rozana Barroso, presidente da Ubes.

A medida poderá atrasar o ingresso de 3,5 milhões de alunos no ensino superior privado, aponta um levantamento da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes). O número é uma projeção baseada em estudantes que se inscreveram em edições passadas do Enem de olho na nota de desempenho para conseguir uma bolsa de estudos (Prouni) ou o financiamento das mensalidades (Fies).

Por outro lado, afirma a Abmes, a abertura das inscrições antes de março, quando sairá o resultado do Enem 2020, permite que outros candidatos que não vão fazer o exame nesta edição utilizem suas notas de provas anteriores para ingressarem no ensino superior privado já no primeiro semestre.

Nas redes sociais, estudantes criticaram o cronograma proposto pelo MEC.

G1/Imagem divulgação

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