Hidrelétricas da bacia do Paraná estão com piores níveis em 91 anos, segundo ONS

Usina de Itaipu, instalada no Rio Paraná, na divisa do Brasil com o Paraguai (Foto: Wikimedia Commons)

As usinas hidrelétricas do Rio Paraná e de dois de seus afluentes, o Rio Paranaíba e o Rio Grande, enfrentaram em maio de 2021 alguns dos piores níveis em 91 anos de medição. Um relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indica que a calha principal do Rio Paraná está com os piores níveis de produção energética na série histórica, assim como o Rio Grande. O Rio Paranaíba está no seu segundo pior mês de maio.

O índice preocupa não apenas pela estiagem, mas porque pode interferir na segurança energética do país, e eleva o risco de um novo racionamento no país. As bacias respondem, conjuntamente, por mais de uma dezena de usinas hidrelétricas que garantem 53% da capacidade de todo o sistema elétrico no Brasil – incluindo a usina de Itaipu, a maior do país, e pelo sistema de Furnas. Juntos, são responsáveis por abastecer os grandes centros urbanos do país.

Com a estiagem, o alerta é claro. “A perda do controle hidráulico na bacia do Paraná implicaria em restrições no atendimento energético nos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste”, indica o ONS. Ou seja: poderá faltar energia em todo o país, caso a situação não melhore.

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