Michele Caputo apoia estados e municípios que continuam a vacinação de adolescentes

O deputado Michele Caputo (PSDB) defendeu nesta segunda-feira (20) a decsão de estados e municípios de continuar com a vacinação contra a covid nos adolescentes entre 12 e 17 anos. “Felizmente a maior parte das capitais brasileiras, das cidades que já chegaram na imunização dos adolescentes e que tem vacina disponível da Pfizer, estão fazendo a vacinação”, disse ao criticar o Ministério da Saúde que orientou pela suspensão da aplicação das vacinas nesta faixa etária.

O deputado disse que a posição do Ministério da Saúde vai contra ao que já é consenso na comunidade científica e nos comitês técnicos que acompanham a pandemia, tanto da Anvisa quanto dos organismos internacionais. “O ministro (Marcelo Queiroga) resolveu não seguir a orientação da Anvisa, do Programa Nacional de Imunização, da câmara técnica, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e nem do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações”, enumerou.

A orientação pela suspensão da vacinação para adolescentes foi anunciada na quinta-feira (16) pelo ministro Queiroga e na live do presidente Jair Bolsonaro no mesmo dia, voltou a alegar que a vacina da Pfizer não seria segura e que a própria OMS não a recomendava. “Hoje a Pfizer anuncia que está pedindo registro para a Anvisa para vacinar de 5 anos a 11 anos, lembrando sempre que a Pfizer já tem autorização para vacinar adolescentes até 12 anos”.

OMS – “É um erro e ainda tentam usar uma argumentação capenga. O que a OMS fala é que é preciso que os estados vacinem primeiro idosos e adultos, mas onde isso já aconteceu e tem vacina, tem que vacinar adolescente com a vacina da Pfizer e qualquer vacina que esteja autorizada”, explicou Caputo.

Apesar de cidades e estados continuarem com a vacinação para adolescentes, outros se sentem obrigados a seguir a orientação do Ministério da Saúde temendo qualquer retaliação, principalmente a suspensão de novas remessas dos imunizantes pelo governo federal. “É um erro ter suspendido a vacinação de adolescentes, permitindo só para os adolescentes com comorbidade, ou seja, comorbidade é sinônimo de prioridade, não é sinônimo de exclusão”, reiterou o deputado, coordenador da Frente Parlamentar de Combate ao Coronavírus na Assembleia Legislativa.

“Mais um erro e mais uma falta de critério técnico e de respeito à ciência cometido pelo Ministério da Saúde que deveria ser protagonista, ator principal no enfrentamento e que seguidamente dá exemplos de incompetência,de desrespeito às questões técnicas”, completou.