Ministro Fachin divulga balanço da operação Lava Jato no STF

Após o anúncio do fim da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, o ministro Edson Fachin divulgou nesta segunda-feira (8) um balanço da operação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Relator dos casos ligados ao esquema de desvios na Petrobras que tramitam na Corte, Fachin fez uma comparação entre as ações da força-tarefa na primeira instância e no Supremo.

Segundo os dados, ao longo da Lava Jato, o STF tem 221 mandados de busca e apreensão, 12 prisões preventivas, duas prisões temporárias, 29 denúncias, 102 acusados e quatro condenações.

A força-tarefa do Paraná soma 1.450 mandados de busca e apreensão, 132 prisões preventivas, 163 prisões temporárias, 130 denúncias, 533 acusados e 278 condenações.

Desde o início do mês, o grupo de procuradores da Lava Jato no Paraná passou a integrar o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF). A força-tarefa paranaense deixa de existir, mas alguns de seus integrantes passam a atuar no Gaeco, com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos.

A medida atende a uma determinação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A gestão do procurador-geral da República, Augusto Aras, é crítica ao modelo da força-tarefa e travou embates com os procuradores do Paraná – especialmente, para ter acesso aos dados da operação no estado.

Das 29 denúncias oferecidas pelo MPF ao STF, 10 ainda estão em andamento na Corte. Outras oito foram rejeitadas e nove viraram ações penais.

De 2015 a 2020, foram homologadas pelo STF 120 delações premiadas com multas que somam R$ 956 milhões em ressarcimento aos cofres púbicos pelos desvios. O STF reúne ainda pelo menos 31 inquéritos ligados à operação.

G1 Paraná

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