Na Uninter em Curitiba, ministro da educação reforça que tecnologia no ensino é irreversível

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse em Curitiba (PR), esta semana, que a presença do professor na sala de aula é fundamental, mas reforçou que o uso da tecnologia no ensino é irreversível. “A tecnologia e as possibilidades da educação a distância são uma realidade que vieram para ficar.”

Milton Ribeiro fez essas declarações durante o primeiro evento comemorativo dos 25 anos do Grupo Uninter Centro Universitário Internacional, no campus Garcez, localizado no centro da capital paranaense. A Uninter é a segunda maior e mais importante universidade em ensino a distância (EAD) do País.

“Acredito que, no pós-pandemia, o presencial retornará normalmente, sobretudo na educação básica”, disse o ministro da Educação, no evento da Uninter.

“O impacto que tem um professor vocacionado na vida de um aluno, de uma criança, é muito marcante”, afirmou Milton Ribeiro, “mas a tecnologia deixou de ser um acessório para ser uma grande aliada no processo de transformação da educação brasileira, mostrando que essas metodologias de ensino são complementares e não concorrentes”.

O ministro conheceu as metodologias ativas aplicadas pela Uninter, os livros didáticos produzidos pela editora do grupo e os laboratórios portáteis usados em casa pelos alunos de 29 cursos de graduação, incluindo Engenharias Elétrica, Civil, de Computação e de Produção, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Ciência Política, entre outros.

“Instituições que já investem no desenvolvimento da educação a distância, como a Uninter, estão hoje na frente. Tudo o que vi aqui é de muita qualidade. Isso porque o fundador Wilson Picler tem claramente paixão pela educação e quer deixar um legado para a sociedade brasileira”, avaliou o ministro, que também visitou a Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná e o Hospital Universitário Evangélico.

Demandas e orçamento

Ribeiro participou de uma teleconferência com os mais de 700 polos da Uninter existentes no Brasil. Ele lembrou que 76% dos cursos superiores existentes hoje no Brasil são oferecidos por instituições privadas ou filantrópicas e que o poder público precisa da iniciativa privada para dar conta de toda a demanda de Ensino Superior, especialmente com a redução do orçamento da União para este ano. Sobre esse assunto, o ministro revelou que encaminhará à Casa Civil um pedido especial de recomposição das verbas discricionárias da sua pasta.

Em sua palestra, ele destacou a seriedade e honestidade com a qual está conduzindo o ministério, lembrando que em dez meses já exonerou seis servidores envolvidos em denúncias de corrupção e levou ao Tribunal de Contas da União mais de 360 prefeituras que não prestaram contas de recursos federais recebidos da Educação.

Além do ministro Milton Ribeiro e do professor Wilson Picler, o evento que abriu as comemorações dos 25 anos do Grupo Uninter, com transmissão simultânea para todo o Brasil, contou com as presenças do vice-reitor da instituição, Jorge Bernardi, do CEO da Uninter, Marco Eleutério, do presidente do Conselho de Educação do Paraná, João Carlos Gomes, e do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), Oswaldo Ferreira, que compuseram o palco. Os reitores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca, e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Marcos Schiefler Filho, também estiveram presentes, além de outros pró-reitores e diretores de Escolas da Uninter, como convidados especiais.

Wilson Picler apresenta propostas para o futuro

Após contar resumidamente a história dos 25 anos da instituição, pontuando seus principais marcos de inovação, o professor Wilson Picler, presidente do Conselho de Administração da Uninter, apresentou ao ministro da Educação duas sugestões para inovar e melhorar a pesquisa e o ensino superior no Brasil, assim como viabilizar o autofinanciamento da Pós-Graduação Stricto Sensu (Mestrados e Doutorados). É sabido que em uma universidade particular, o mestrado/doutorado é deficitário anualmente na ordem de 2 a 5 milhões de reais por programa.

Cursos de pós autofinanciáveis – A primeira sugestão foi a criação de cursos de pós-graduação stricto sensu autofinanciáveis, com flexibilização do número de alunos por orientador e a possibilidade de se realizar os créditos na modalidade de Educação a Distância (EAD).

Neste modelo, o aluno apresentaria seu projeto de pesquisa como trabalho de conclusão dos créditos. Os alunos que forem aprovados nos créditos teriam direito a um Certificado de Pós-Graduação em nível de Especialização. Os alunos que tiverem seu projeto de pesquisa aprovados, prosseguiriam com a pesquisa sob orientação dos Docentes Pesquisadores do programa e apresentariam a dissertação/tese, que, por sua vez, se aprovada pela banca examinadora, faria jus ao título de Mestre ou Doutor.

“A vantagem deste modelo é de viabilizar uma quantidade maior de alunos cursando os créditos por EAD, que ajudaria a financiar o programa e sobretudo, democratizaria o acesso por não haver demandas por deslocamentos. Este incremento no número de alunos na fase dos créditos produziria uma ampla e eficaz forma de seleção, pois é sabido que temos verdadeiros talentos espalhados por este Brasil e mundo afora”, explicou Picler.

Ainda de acordo com o educador, os docentes pesquisadores teriam melhores condições de selecionar alunos que efetivamente vão desempenhar melhor e demandar menos orientação, além de propiciar a formação de novos docentes em regiões desprovidas.

A instituição que optasse por este modelo teria que se declarar autofinanciável e renunciar ao direito de pedir auxílio financeiro à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que poderia autorizar as instituições universitárias que possuem conceito 5 em EAD.

“Isto seria uma forma de aproveitar a expertise de tais instituições e ao mesmo tempo prestigiá-las por terem alcançado a excelência na modalidade. Esta valorização irá estimular outras IES a também procurarem incrementar a qualidade com vistas à esta prerrogativa”.

Novos Caminhos – A outra sugestão foi a de acelerar o Programa Novos Caminhos para a criação de novos cursos de Educação Profissional e Tecnológica no Brasil.

“As instituições que têm conceito institucional 5 em educação a distância e já conquistaram a sua autonomia universitária não deveriam precisar submeter seus projetos de cursos à análise do Ministério da Educação, pois já fazem isso por meio dos Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão próprios”, pontuou o professor Wilson Picler.

“A análise dos projetos, que são muitos em todo o Brasil, está trazendo morosidade para o programa e retardando a oferta de novos cursos por falta de recursos humanos na análise interna do MEC”, finalizou.

Doação de sopas enriquecidas

Ao final do evento, com a participação do ministro Milton Ribiro, a Uninter doou ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) uma tonelada da sopa Nutrizid, o que equivale a mais de 14 mil porções.

O produto foi desenvolvido pela Escola Superior de Saúde da Uninter, em parceria com a Fundação Wilson Picler e a Phoods Alimentos.

Desidratada, instantânea e de rápido preparo, a Nutrizid possui uma fórmula balanceada, composta por carboidratos, proteínas, fibras, e enriquecida com vitaminas e minerais, em especial vitaminas C e D, Zinco, Selênio e Magnésio, que auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico.

“Realizamos essa doação para contribuir com o tratamento e a recuperação da população atendida pelo Hospital de Clínicas, que vem ao longo das décadas prestando um serviço inestimável à comunidade, e como forma de retribuir à Universidade Alma Mater, em que me formei em Física”, disse Picler.

As informações são do Diário do Poder

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