Padovani defende agro sustentável com impulso na economia

O empresário Nelson Fernando Padovani disse nesta segunda, 9, que o impulso ao desenvolvimento no país e no Paraná deve ser baseado em frentes formadas pela agricultura, indústria da transformação, inovação e sustentabilidade.”O Brasil não merece a fama que alguns se empenham em carimbar. Preservamos 66% das terras férteis e agricultáveis. Somos o único país do mundo com este contingente de território preservado. Europa, Ásia e Oceania só estão preservando onde há areia ou gelo. Não aceito ouvir que o agro é tóxico, que o Brasil não preserva a Amazônia”, aponta.

Cada região do Paraná, segundo Padovani, já tem suas vocações econômicas identificadas. “É com base nestas informações que as gestões e governos em parceria com a iniciativa privada devem atuar”, disse Padovani, pré-candidato à deputado federal.

Padovani defende ainda que a nova geração agro e do setor produtivo devem caminhar com estruturas tecnológicas e de inovação. “O mundo está em constante mudança e o que é moderno hoje, amanhã já não será mais. Dados apresentados no Fórum Econômico Mundial apontam que 47% dos empregos atuais vão desaparecer nos próximos 20 anos. E mais: 65% dos alunos do ensino básico de hoje vão trabalhar em profissões que ainda não existem”, avalia.

Educação – “Como vamos preparar o profissional de hoje para as mudanças que já começaram e como vamos formar as crianças de hoje para as novas profissões? Caminhamos para um novo tempo das competências analíticas. O analfabeto daqui 20 anos não será quem não lê, mas sim o que não é capaz de se reinventar ou aprender”, aponta o empresário..

Um dos exemplos citados pelo empresário da necessidade de estruturar novamente a planta industrial do país, muito notado hoje, está na área farmacêutica. “A indústria deste setor está entre as 10 maiores do mundo. Apesar disso, o país importa 90% da matéria-prima para a produção de medicamentos e vacinas”.

Na década de 1980, lembra Padovani, o Brasil produzia 50% dos insumos com incentivos para produzir o IFA (insumo farmacêutico ativo) e a indústria nacional produzia os medicamentos. “A realidade é que enfrentamos um problema ainda mais urgente agora: as ambulâncias são hospitais do interior. Grande parte das cirurgias de média complexidade ainda são feitas somente na capital. Precisamos reestruturar o sistema de saúde na maioria das cidades contando com incentivos na área e as parcerias público-privadas”, completa.