Pandemia da pobreza é alarmante, avalia Romanelli

Depois da pesquisa que mostrou que 33 milhões de brasileiros passam fome, um estudo sobre o grau de endividamento da sociedade atesta o tamanho do empobrecimento da população. Em maio, 65,7 milhões de pessoas tinham contas em atraso no Brasil. “É a pandemia do empobrecimento que fica cada dia mais aguda, mais alarmante”, avaliou o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) nesta segunda-feira, 13.

Para Romanelli, mesmo com uma pequena reação no nível de emprego no País, o brasileiro convive com a queda da renda, enfrenta a alta da inflação e uma taxa de juro que beira o absurdo. “A soma de tudo isso é que o número de pessoas que não conseguem pagar as contas básicas chegou a um nível preocupante. Certamente tem muita gente se endividando para poder comer”, considera o deputado.

Segundo a Serasa, a média das dívidas dos brasileiros é de R$ 4 mil e a tendência é de que a situação piore. “É um momento ruim do ponto de vista financeiro. Não vai ser simples diminuir o número de inadimplentes”, afirmou o economista Luiz Rabi em entrevista para o jornal o Estado de S. Paulo. Em relação a 2021, o indicador de dívidas em atraso subiu 12,7% e a curva continuar “acelerada”.

Em abril do ano passado, em meio ao pior período da pandemia de Covid-19, 65,9 milhões de brasileiros registraram dívidas em atraso. O índice de inadimplência apresentado agora já é bem próximo daquela máxima. Atualmente 83% dos endividamentos enfrentam atrasos superiores a 90 dias. “Está evidente que o governo federal não está sabendo lidar com o empobrecimento do País”, afirma Romanelli.

Queda da renda – De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a renda per capita no País teve queda de 6,9% no período de 2021 para 2022, saindo de R$ 1.454 para R$ 1.353 mensais. Até neste quesito os números demonstram que as perdas ocorrem de forma desigual. Para os mais pobres a renda caiu 33,9%. Quem ganhava R$ 59 agora tem que viver com R$ 39 por mês. Outra fatia de desfavorecidos, que recebia até R$ 489 agora ganha R$ 415.