Paraná lidere a avicultura nacional, mas produtores seguem no vermelho
Embora o Paraná lidere a avicultura nacional, respondendo por um terço dos abates do país e movimentando R$ 31 bilhões em 2024, a renda dos produtores não acompanha a força do setor. Levantamento do Sistema FAEP mostra que, em praticamente todas as integrações, as receitas dos avicultores cobrem apenas os custos variáveis. Os custos fixos e totais seguem no negativo, gerando prejuízos anuais que chegam a R$ 217 mil por produtor e comprometem investimentos, especialmente nos aviários mais antigos, que não recebem incentivos adicionais.
Os dados indicam aumento de 5% a 15% nos custos variáveis em um ano, puxados por mão de obra, manutenção e energia elétrica, fatores influenciados por inflação, exigências regulatórias e padrões de bem-estar animal. Ao mesmo tempo, integradoras pressionam por investimentos constantes em automação e melhorias sanitárias, enquanto a remuneração não acompanha as despesas. Produtores relatam dificuldade para modernizar estruturas e manter a atividade sustentável, apesar da alta demanda internacional pelo frango paranaense e dos esforços de negociação nas Cadecs.
