Paraná vive o momento mais complicado desde o início da pandemia

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O Paraná vive o momento mais complicado desde o início da pandemia da Covid-19. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, no fim da manhã desta terça-feira (1º) havia, nas quadro macrorregiões, nada menos que 712 pessoas na fila de espera por leitos de UTI e outras cerca de 500 aguardando leitos de enfermaria. A situação era mais grave no entorno de Curitiba, onde 14 leitos de alta complexidade foram reabertos ontem, mas mesmo assim novos internamentos são rejeitados a todo momento.

“Temos hoje 6.000 pacientes internados em leitos SUS e privados e se aplicarmos sobre esse número a mortalidade média de 30%, sabaremos que 1.800 desses paranaenses não retornarão para casa”, detalhou Vinícius Filipak, diretor de urgência e emergência da Sesa.

Também na Macrorregião Oeste, que envolve todos os 94 municípios das regiões Oeste e Sudoeste, a situação está sendo minimizada com a disponibilização de novos leitos – ontem foram reabertos cinco em Cascavel (que subiu agora para 727 óbitos no total) e hoje serão reabertos mais cinco em Dois Vizinhos e Francisco Beltrão -, mas isso está longe de resolver o problema.

O quadro é tão complicado no Paraná como um todo que, no ritmo atual da pandemia, seriam necessárias três semanas para resolver o problema da falta de leitos, mas desde que nenhum novo caso grave fosse registrado nesse período.

DENGUE

E como se não bastasse a Covid-19, o Estado enfrenta um cenário de crescimento também da dengue. O boletim semanal divulgado hoje confirmou mais três mortes (em Medianeira, Campo Mourão e Maringá), o que elevou para 26 o número de óbitos no atual período epidemiológico. Agora o Estado contabiliza 20.242 casos desde agosto passado, 1.507 deles  confirmados nos últimos sete dias.

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