Pedágio eletrônico no Paraná expõe impasse sobre cobrança, contratos e impactos locais
A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná reuniu parlamentares, concessionárias e representantes da ANTT para discutir a implementação do pedágio eletrônico no modelo free flow, que substitui praças físicas por pórticos com cobrança automática. Deputados e lideranças regionais questionaram a proporcionalidade das tarifas, a mudança de localização dos pontos de cobrança e os impactos diretos à população, especialmente moradores lindeiros. Também foi levantada a possibilidade de ação judicial para contestar aspectos técnicos e jurídicos dos contratos firmados.
Entre as críticas centrais, parlamentares apontam que o modelo aplicado não garante cobrança por quilômetro rodado, contrariando o conceito previsto em lei, além de gerar dificuldades operacionais aos usuários e custos recorrentes para deslocamentos locais. Por outro lado, concessionárias e ANTT defendem limitações técnicas para a cobrança proporcional e destacam benefícios como maior fluidez no trânsito e descontos progressivos para usuários frequentes. O debate permanece aberto, com previsão de novos encontros e revisão de pontos do modelo adotado.
