Petrobras precisa ser “estatizada”, afirma Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) disse nesta quinta-feira, 10, que a política de preços dos combustíveis no Brasil precisa ser revista e que a Petrobras tem que ser “estatizada”. Romanelli considerou mais um absurdo o reajuste da gasolina (18,7%), do gás (16,1%) e do diesel (24,9%) anunciado pela empresa e a indexação do preço dos combustíveis ao dólar.

“A guerra da Rússia contra a Ucrânia está sendo usada para enriquecer ainda mais os acionistas privados da estatal. A Petrobras tem que ser estatizada”, publicou Romanelli nas redes sociais. Ele cobra mais protagonismo do governo federal, que é o principal acionista da estatal, em relação à condução da empresa. “Pelo jeito o presidente Jair Bolsonaro não consegue controlar a Petrobras mesmo”, apontou ele.

“Estamos vendo um governo perdido na condução da economia, que só produz instabilidade política e não evolui nas reformas estruturantes”, avalia Romanelli. “O presidente fica criando cortinas de fumaça em relação aos preços dos combustíveis para tapar a própria incompetência. Quem segue pagando a conta desta incompetência são os brasileiros”.

Preços – Desde 2016, a Petrobras adota uma política de preços que leva em conta as flutuações da cotação do barril de petróleo no mercado internacional e o câmbio praticado no País. É com essa equação que se define o valor de venda dos combustíveis nas refinarias. Somente em 2021, a gasolina teve alta de quase 42%.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Fertilizantes estima que o novo reajuste nas refinarias vai levar o preço do litro de gasolina na bomba para R$ 7,02, contra a média atual de R$ 6,57. O diesel pode chegar a R$ 6,48 o litro, contra uma média atual de R$ 5,60 o litro.