Prefeitos do Paraná querem vacina contra a covid-19 o quanto antes

A expectativa é única: que o governo federal acelere a compra das vacinas contra o coronavírus e que os imunizantes cheguem na ponta ainda em janeiro. Prefeitos de cinco grandes cidades do Paraná não querem pagar para ver e, como alternativa, buscam os laboratórios para assinar os protocolos de intenção de compra. As cinco cidades têm  3,4 milhões de habitantes, 28% da população paranaense 

A maioria dos gestores brasileiros procurou o Instituto Butantan (SP) e outros já conversam com a Pfizer. O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), formalizou o acordo para compra da coronavac, a vacina chinesa em produção pelo Butantan, e reservou R$ 20 milhões para a compra, o que dá 366 mil doses.

Butantan – Cascavel é a segunda cidade do Paraná a assinar o acordo de intenção de compra da vacina coronavac. O prefeito Leonaldo Paranhos (PSC) afirmou que, neste primeiro momento, pode comprar 35 mil doses para imunizar, prioritariamente, os profissionais de saúde. 

O prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PSDB), também assinou a autorização para a compra da vacina chinesa. A intenção prevê a compra de 16 mil doses destinadas a oito mil profissionais da área da saúde, servidores públicos ou não. O prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PSD), também manifestou interesse e enviou ao Instituto Butantan um memorando oficializando o interesse em comprar 100 mil doses de vacina. 

Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, já sinalizou o interesse, porém não oficializou a intenção de compra das vacinas. “Estamos conversando”, disse o prefeito Chico Brasieiro (PSD) que espera que o Ministério da Saúde agilize a compra e a logística da entrega até a segunda quinzena de janeiro.

Anvisa – Os prefeitos, assim como alguns governadores, estão receosos quanto à aprovação da vacina pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão do governo federal responsável pela aprovação dos medicamentos no País, inclusive os imunizantes.

Para obter os registros emergencial ou definitivo, os laboratórios precisam entregar um dossiê sobre a vacina na agência, com detalhamento de todas as fases de testes, no entanto, atualmente nenhuma vacina contra a covid-19 possui a aprovação da Anvisa.

Isso, necessariamente, não é um problema. Em maio, o Congresso Nacional aprovou a lei que autoriza em caráter excepcional e temporário a importação e distribuição de medicamentos essenciais no combate à pandemia e que sejam registrados em pelo menos uma de quatro autoridades estrangeiras. São elas: EUA (FDA), Europa (EMA), Japão (PMDA) e China (MMPA).

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