Reforma administrativa avança, mas mantém militares fora do debate

A reforma administrativa relatada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) começa a ganhar força na Câmara com foco em modernização do serviço público. Entre as medidas, estão a unificação de tabelas de remuneração, a limitação das férias de 60 dias, a digitalização de processos e a criação de bônus por metas cumpridas. O conjunto de propostas afeta diretamente servidores civis, mas não alcança os quartéis, o que tem gerado críticas de representantes do funcionalismo.

Segundo lideranças da categoria, temas como a previdência dos militares, que poderiam gerar grande economia aos cofres públicos, seguem de fora da discussão, assim como os supersalários. Parlamentares da base governista admitem que há uma oportunidade histórica de incluir os militares na reforma, mas reconhecem falta de empenho político para enfrentar o tema, tradicionalmente considerado um tabu desde a redemocratização.