Retomada do crescimento no país passa pela redução das desigualdades, diz Romanelli

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) disse nesta quinta-feira (6) que a retomada econômica do país deve estar ligada à ampliação dos investimentos públicos, à redução das desigualdades e ao aumento da eficiência do Estado.

“O Brasil precisa de um Estado forte e resolutivo, que faça investimentos públicos em obras estruturantes para criar empregos, gerar renda e oportunidades. E, sobretudo, ações urgentes para reduzir as desigualdades sociais”, completa.

Para Romanelli a redução das desigualdades deveria ser o objetivo central do governo federal. “A pandemia piorou uma situação que já era muito ruim e escancarou o despreparo do governo do presidente Jair Bolsonaro”.

Sem rumo – O parlamentar afirma que o processo de retomada deveria ser liderado pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes, que segundo ele, faz uma gestão “temerária, para dizer o mínimo”.

“Estamos entre os piores resultados econômicos dos países do G-20. Creio que nem os mais pessimistas imaginariam uma situação dessas. Temos um enorme potencial em diversas áreas, e isso vem sendo boicotado por quem deveria auxiliar. O país está estagnado e quem está em Brasília parece viver em um mundo paralelo”, disse.

O deputado acrescenta que o país precisa de estabilidade e de tranquilidade para retomar o crescimento. “Infelizmente essa sinalização não vem. É um governo sem rumo, um governo que se diz conservador, mas que não se preocupa com as famílias que mais necessitam da mão forte do Estado”.

Diagnóstico – Romanelli destacou a série de artigos publicados no jornal Folha de S. Paulo dos candidatos a presidente ou seus responsáveis pelas propostas na área econômica. “Há uma concordância, eu diria até um uníssono, que o principal desafio do Brasil na retomada do crescimento passa pela redução da desigualdade que recrudesceu na última década”.

“Tenho posições pessoais absolutamente divergentes com parte dos candidatos e até com parte dos receituários macroeconômicos apresentados, mas os diagnósticos são precisos, uma análise correta da realidade brasileira”, completa Romanelli.