Horário de verão pode diminuir risco de apagão no Brasil?

Diante da crise de energia elétrica e do risco de apagão, as pessoas têm comentado se não valeria a pena voltar a ter horário de verão. Empresários já pediram isso formalmente ao governo.

O horário de verão, que adianta os relógios em uma hora, era adotado anualmente em partes do Brasil com o objetivo de diminuir o consumo de luz. Ele valia para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e o Distrito Federal. Mas foi descartado por decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em abril de 2019. Será que retomá-lo ajudaria o país? O UOL ouviu especialistas para falarem sobre isso.

Fim do horário piorou situação do país?
Ana Carla Petti, co-CEO da MegaWhat, plataforma de relacionamento e inteligência integrada voltada para o mercado de energia, diz que o fim do horário de verão não contribuiu para a piora do cenário energético no país.

“O horário de verão traria uma amenização pequena, porque as reduções não são expressivas, conforme dados do próprio ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico]”, afirma.

Quanto o horário de verão economizaria?
A empresa onde ela trabalha fez uma estimativa de cálculo e descobriu que a economia de energia com o adiantamento de uma hora no relógio seria de 0,5%, equivalente a uma redução de 949 mil megawatt-hora (MWh) em quatro meses.

Mesmo não sendo responsável pela crise, o horário de verão pouparia dinheiro. Segundo o estudo, o potencial de economia com a aplicação do horário de verão chegaria a R$ 609 milhões na adoção em 2021 e 2022.

“Economia sempre é bom, né?”, diz Ana Carla, que acredita que o horário de verão poderia ser reavaliado pelo governo federal.

UOL