Morre o jornalista Verdelírio Barbosa, aos 80 anos

Morreu na noite desta quarta-feira, 13, em Maringá, o jornalista Verdelírio Barbosa, aos 80 anos. Referência do Jornalismo na cidade, Barbosa estava internado em uma UTI em tratamento de uma pneumonia, mas não resistiu.

Verdelírio Barbosa era proprietário do Jornal do Povo e figura conhecida no município. A Prefeitura de Maringá publicou uma nota manifestando “profundo pesar pelo falecimento do jornalista, advogado e empresário Verdelírio Barbosa, aos 80 anos. Diretor-proprietário do Jornal do Povo, Verde, como era conhecido, tem uma história de vida ligada ao jornalismo local, tendo atuado em rádio, televisão e veículos impressos. O jornalista era cidadão honorário do Paraná e contribuía com a sociedade por meio da participação no Lions Clube, onde foi governador na gestão 99-00”.

“Dia triste para Maringá. Perdemos um dos mais importantes nomes do jornalismo local e um cidadão com história de lutas pela nossa cidade. Ao seu trabalho, um muito obrigado. Que Deus conforte o coração de toda família e amigos”, lamentou o prefeito Ulisses Maia.

No Twitter, o secretário de Inovação, Aceleração Econômica, Turismo e Comunicação de Maringá, Marcos Cordiolli, também lamentou a morte do jornalista e relembrou momentos vividos com ele.

“Foi-se a figura simpática e cordial que eu regularmente encontrava na Rua XV de Novembro, quando das minhas breves caminhadas no horário do almoço. Fica a lembrança dos precisos apontamentos críticos, da refinada ironia e da generosidade compartilhada em observações criteriosas da vida política da cidade e do país. Ele, sempre convicto da luta para manter a sua grande paixão nos tempos do furacão da vida digital: o jornal impresso. Outra pessoa que admirei, porém, que conheci tarde e desfrutei pouco de sua sabedoria. Ainda assim, agradeço pelos momentos preciosos que dispôs para as novas conversas”, escreveu o secretário.

Segundo informações da família de Barbosa, o velório começou às 7h desta quinta-feira, 14, e segue até às 17h, na capela do Sistema Prever em frente ao Cemitério Municipal, na Zona 2.

‘Grande conselheiro político’
Verdi, como era chamado pelos amigos, era dono do Jornal do Povo, um jornal impresso diário que resistiu bravamente ao digital. Durante um período, após o encerramento do Jornal O Diário, o Jornal do Povo foi o único impresso a circular na cidade.

A trajetória do jornalista, no entanto, não se resumiu ao jornalismo impresso. Verdelírio teve programa na TV e atuou fortemente no rádio, com um programa de utilidade pública.

Sempre antenado ao universo público, tinha o dom de se comunicar com políticos de todas as gradações e se tornou durante seguidas gestões um conselheiro, lembra o historiador Reginaldo Dias, amigo próximo de Verdelírio.

“O Verdelírio se caracterizou, também, pela coluna dele nos grandes jornais de Maringá como um homem bem informado que sabia tudo que acontecia. E, depois, ele acabou sendo dono de jornal […]. O Verdelírio era um conselheiro dos agentes políticos, todos os agentes políticos relevantes da cidade tinha no Verdelírio um homem bem informado e, acima de tudo, um conselheiro porque ele conhecia a política de Maringá como ninguém”, afirma o historiador.

“Conhecia todas as forças políticas, tinha trânsito com todo mundo e sempre tinha uma opinião muito sensata a compartilhar sobre as coisas que aconteciam em Maringá […]. Ele foi cultivando amizades e era um homem pluralista, com amizade em todas as correntes políticas”, complementa Dias.