Projeto conecta mulheres no mercado de tecnologia

“Oportunidades estão surgindo, então o que a gente mais precisa é coragem”, acredita Silvia Coelho, criadora do movimento Elas Programam. A iniciativa surgiu em 2017 com o objetivo de aumentar a participação das mulheres no mercado de tecnologia – em 2020, elas eram apenas 37% dos profissionais do setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), segundo a Brasscom.

Formada em engenharia elétrica pela Universidade Federal do Pará, Silvia reconhece que esse chamado por “coragem” não é simples como pode parecer. São inúmeras barreiras internas e sociais. Ela lembra levantamento do LinkedIn de 2019 que mostrou que as mulheres sentem que devem cumprir 100% dos requisitos para se candidatar a uma vaga, enquanto, para os homens, bastam 60%.

“O maior problema é a autoconfiança. As mulheres questionam sua capacidade e têm insegurança de que não seja uma área para elas. Tem ainda o medo de que mercado não vai absorver e a falta de representatividade, estímulo e apoio”, completa.