Violência contra mulheres exige reação coletiva e compromisso permanente, defende Mário Verri
O Brasil segue registrando índices alarmantes de violência contra mulheres, evidenciando uma crise estrutural que ultrapassa o campo da segurança pública e alcança dimensões sociais, culturais e institucionais. Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o país registrou mais de 1.400 casos de feminicídio em 2023, mantendo uma média de quase quatro mulheres assassinadas por dia em razão de sua condição de gênero. Já o Ministério da Justiça aponta crescimento nas denúncias de violência doméstica, com destaque para agressões dentro do ambiente familiar, cenário que revela a persistência de ciclos silenciosos de violência, muitas vezes invisibilizados.
No Paraná, embora políticas públicas tenham avançado nos últimos anos, os dados ainda preocupam. O estado figura entre aqueles com número relevante de registros de violência doméstica, segundo levantamentos oficiais das forças de segurança e do Judiciário. Isso mostra que não basta reconhecer o problema: é preciso enfrentá-lo com prioridade, integração institucional e investimento contínuo. A realidade é clara, muitas mulheres ainda vivem sob ameaça dentro de suas próprias casas, sem acesso efetivo a redes de proteção, acolhimento e justiça.
Nesse contexto, o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio surge como um instrumento estratégico ao propor ações articuladas entre União, estados e municípios, com foco na prevenção, na proteção das vítimas e na responsabilização dos agressores. O pacto estabelece diretrizes para ampliar a atuação das políticas públicas, fortalecer os serviços de atendimento e promover campanhas de conscientização. No entanto, sua efetividade depende da adesão concreta dos entes federativos e da capacidade de transformar diretrizes em ações práticas que cheguem à ponta, onde a violência acontece.
Defender a vida das mulheres exige mais do que discursos. É preciso ação coordenada, investimento e compromisso político real. Fortalecer políticas públicas, ampliar a rede de proteção e garantir que nenhuma mulher esteja sozinha diante da violência é uma causa que escolhi durante toda minha trajetória política e social. A sociedade precisa se mobilizar, porque proteger as mulheres é proteger a própria base de uma sociedade mais justa e segura.
Fonte de informação e imagem: redes sociais
