Com mais de R$ 30 milhões em investimentos federais, Policlínica de Foz do Iguaçu avança para etapa de obras
Unidade de média complexidade do SUS ampliará o acesso a consultas especializadas, exames e procedimentos para cerca de 443 mil moradores da região Oeste do Paraná
A construção da Policlínica Municipal de Foz do Iguaçu consolida um dos principais investimentos do Governo Federal na saúde pública da região Oeste do Paraná. Inserido no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o projeto avança agora para a fase de execução após a assinatura da Ordem de Serviço realizada em cerimônia na Fundação Cultural do município.
O investimento total ultrapassa R$ 30 milhões, somando recursos federais e contrapartida municipal. Do montante, R$ 17 milhões serão destinados à construção da unidade e R$ 13 milhões à aquisição de equipamentos, por meio de repasse do Governo Federal dentro do Novo PAC. O município participa com contrapartida de R$ 2.903.445,43.
A iniciativa evidencia a divisão de responsabilidades entre os entes federativos: enquanto a União garante o financiamento por meio do Ministério da Saúde, cabe à Prefeitura conduzir a licitação, contratação e execução da obra.
O Presidente Geral da Itaipu Binacional, Enio Verri, destacou que o “investimento do Governo Federal em policlínicas demonstra o compromisso da gestão do Presidente Lula com a melhoria da qualidade de vida da população. É um recurso importante, que fortalece o SUS e amplia a capacidade de atendimento em uma cidade estratégica como a nossa Foz”.
Estrutura e localização
A Policlínica será construída em um terreno de 12.136,63 m², localizado na Avenida Mário Filho, nº 1120, no bairro Morumbi, ao lado do CMEI Emílio de Menezes. A unidade terá 3.731,02 m² de área construída.
A obra será executada pela empresa LOWE Construção Civil LTDA ME, vencedora do processo licitatório. O contrato prevê 16 meses de execução da obra e 20 meses de vigência contratual.
O projeto será viabilizado por meio de convênio com a Caixa Econômica Federal, conforme termo de compromisso firmado com o Governo Federal.
Rede regional de atendimento
A policlínica integrará a rede pública de média complexidade e terá papel estratégico na ampliação do acesso a consultas especializadas, exames diagnósticos e pequenos procedimentos, fortalecendo a atenção especializada do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade atenderá não apenas Foz do Iguaçu, mas também os municípios que integram a 9ª Regional de Saúde do Paraná, Medianeira, Ramilândia, Matelândia, São Miguel do Iguaçu, Missal, Itaipulândia, Serranópolis do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, ampliando a oferta de atendimento especializado em toda a região Oeste. Ao todo, cerca de 443 mil pessoas poderão ser beneficiadas pela nova estrutura de saúde.
Ampliação de especialidades
As policlínicas são unidades especializadas de apoio diagnóstico que reúnem equipes multiprofissionais e tecnologia voltada à realização de exames gráficos e de imagem, além de procedimentos ambulatoriais. O atendimento é estruturado por linhas de cuidado integradas, abrangendo áreas como saúde da mulher, saúde do homem, saúde da criança, saúde mental, doenças crônicas, ortopedia, otorrinolaringologia, reabilitação e atendimento a vítimas de violência. A nova unidade também estará integrada ao Programa SUS Digital, voltado à transformação tecnológica da saúde pública, e ao programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do governo federal que busca reduzir filas e ampliar o acesso da população a consultas e exames especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).
A policlínica integra o conjunto de 55 unidades selecionadas em todo o país no Novo PAC – Seleção 2024. Os critérios federais priorizam regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica e com vazios assistenciais no atendimento especializado.
No planejamento local, o projeto também foi incorporado ao Plano Plurianual (PPA 2026–2029) de Foz do Iguaçu, dentro do programa municipal “Mais Avanços na Saúde para Atendimento à População”.
Com a nova estrutura, a expectativa é reduzir o tempo de espera por consultas especializadas, diminuir hospitalizações evitáveis e melhorar a coordenação do cuidado na rede pública de saúde da região Oeste do Paraná.
