Hospitais são grandes parceiros do SUS no Paraná, diz Femipa

O presidente da Femipa, Flaviano Ventorim, destacou nesta quinta-feira, 11, a importância da sanção do governador Ratinho Junior (PSD), ao projeto de lei do deputado Michele Caputo (PSDB) que garante o apoio do Estado, como política pública, aos hospitais públicos, filantrópicos e santas casas do Paraná.”Os hospitais filantrópicos são grandes parceiros do SUS (Sistema Único de Saúde) em todo país, e em especial no Paraná. Contribuímos com a metade dos atendimentos hospitalares, sendo que em alta complexidade chegamos a realizar mais de 70% dos atendimentos”, diz Ventorim.

A lei estadual 20.762/2021, segundo Ventorim, traz segurança jurídica para que as parcerias possam continuar e aumentar, garantindo mais acesso e qualidade aos usuários do SUS, além de gerar economia ao Estado. “Os hospitais filantrópicos têm custo menor para o sistema de saúde”, afirma.

“Um grande exemplo deste tipo de parceria é o Programa HospSus, que há mais de 10 anos contribuiu muito para melhorias significativas na qualidade dos hospitais e inclusive garantiu que alguns se mantivessem abertos. Há projetos específicos que implementam recursos em hospitais estratégicos ao Estado que agora também estarão amparados. E a importância e reconhecimento dessas parcerias fica clara, quando um projeto igual a este é criado, aprovado na na Assembleia Legislativa e sancionado pelo governador’, completou o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Paraná

Estratégicos – A lei proposta pelo pelo deputado Michele Caputo promove o apoio e a qualificação dos hospitais públicos e filantrópicos do SUS. “Os hospitais filantrópicos são estratégicos para a vida, para aqueles que cuidam do trauma, da urgência e emergência, daqueles hospitais que cuidam da maternidade de alto risco”, disse.

“As políticas públicas são estruturantes, importantes e que precisam perpassar governos”, completou Michele Caputo ao citar o programa HospSUS, implantado por ele na Secretaria Estadual de Saúde em 2011. “Foi uma política do governo da qual fui secretário estadual da Saúde. Como deputado, tinha esse compromisso com os hospitais que ajudaram a diminuir os índices nunca antes alcançados em relação à morte materno-infantil, que reduziram muito, apoiaram a rede Samu, o aeromédico, a questão do transplante, porque são hospitais que trabalham urgência e emergência”.

Michele Caputo espera agora que a lei garanta a implementação de recursos e as ações que eram feitas pelo HospSUS. “Os recursos estão congelados já há quase quatro anos e é preciso fortalecer essa estrutura toda. Esses hospitais, que tratam do alto risco, mantiveram a robustez e deram sustentação no enfrentamento à pandemia”, disse.

“É preciso continuar fortalecendo, dar respostas com quem é estratégico, com quem trabalha com a vida. O governador sancionou a lei e agora, esperamos que a lei possa ser o combustível para manter condições de funcionamento e de desenvolvimento dessa rede hospitalar que é extremamente importante”, completou o deputado.