Cadastro obrigatório reforça segurança em parques estaduais após resgate no Pico Paraná

O caso do jovem de 20 anos que ficou cinco dias desaparecido no Parque Estadual Pico Paraná, entre Campina Grande do Sul e Antonina, evidenciou a importância do cadastro obrigatório de visitantes para a segurança nas Unidades de Conservação do Paraná. O sistema, exigido pelo Instituto Água e Terra nas entradas oficiais dos parques, permite controlar o fluxo de pessoas e acionar rapidamente equipes de resgate. No episódio, o acesso ocorreu por uma entrada secundária e fora do horário permitido, sem o preenchimento do cadastro, o que dificultou a resposta inicial.

Além de contribuir para a segurança, o cadastro auxilia na gestão dos parques e no direcionamento de recursos. Em áreas montanhosas, como o Pico Paraná, o procedimento inclui termo de ciência de risco, informações sobre saúde, preparo físico e equipamentos, além de orientações técnicas aos visitantes. O descumprimento das regras pode resultar em multas de R$ 500 a R$ 10 mil, conforme o decreto federal nº 6.514/2008. O IAT também reforça que trajetos secundários e não autorizados são perigosos e seguem com acesso proibido, com ações em andamento para ampliar a sinalização e restringir entradas irregulares.

Foto: Letícia Câmara/IAT