Curitiba está entre as dez capitais do país onde UTIs estão com mais de 90% de ocupação

Hospital Florianópolis que é referência da COVID-19 na cidade de Florianópolis, Santa Catarina tem todos seus leitos ocupados na segunda-feira, 1 de março/ Foto: Eduardo Valente/iShoot/Agência O Globo

Se no começo de fevereiro havia oito capitais com mais de 80% de ocupação, hoje dez delas estão com 90% ou mais das suas UTIs com pacientes.

Após receberem pacientes de outros estados, como Amazonas e Rondônia, em janeiro e fevereiro, os três estados do Sul enfrentam agora escassez de vagas em UTI para Covid-19.

A situação mais crítica é a do Rio Grande do Sul, que nesta terça-feira (2) estava com mais de 100% dos leitos ocupados. Pacientes estão sendo atendidos em UTIs improvisadas que foram instaladas nos hospitais. Só em Porto Alegre, há 24 pessoas nessa situação.

“A situação é realmente dramática nesses últimos dias e o grau de contaminação assusta porque, há 15 dias, a situação estava praticamente sob controle, tanto que o governador trouxe pacientes de Manaus”, disse Antonio Kalil, diretor da Santa Casa de Porto Alegre.

Apesar do colapso no sistema, a secretaria estadual de Saúde afirma que ainda não há previsão de transferência de pacientes para outros locais.

“Leito de UTI não é cura, 60% das pessoas que vão para UTIs morrem. Mesmo que tivéssemos capacidade infinita de expansão dos leitos, e não temos, não significaria salvar todas as vidas. Não adianta só aumentar as UTIs, precisamos reduzir o contágio”, afirmou o governador Eduardo Leite (PSDB) em vídeo divulgado nas redes sociais nesta segunda-feira (1º).

Já o governo de Santa Catarina deve encaminhar ao Espírito Santo até 16 internados com Covid-19 ainda nesta terça-feira. O sistema estadual de saúde entrou em colapso, principalmente na região oeste, onde não há mais leitos sobrando.

A taxa de ocupação de UTIs saltou de 73% para 94% em um mês, mesmo com a ampliação de leitos pelo governo catarinense. Em Florianópolis, só há oito vagas disponíveis nos oito hospitais que atendem pacientes com Covid-19 na cidade.

Em pouco mais de uma semana, ao menos 16 pessoas morreram no estado à espera de vagas em leitos especializados para tratamento da doença. A fila de espera era de 228 pacientes nesta segunda.

Leito de UTI para Covid-19 — Foto: CCOM



No Paraná, mesmo com o acréscimo de 142 leitos no último mês, a taxa de ocupação saltou de 80% para 91%. Em Curitiba, só 5% das UTIs estão disponíveis, o que representa 19 vagas. Há filas de espera por leitos em todas as regiões do estado. Nesta terça, 265 pessoas aguardavam por vagas em UTIs e 434 por leitos clínicos.

Porto Velho, Distrito Federal, Rio Branco, Teresina, Natal, Recife e Goiâna estão entre as capitais em situação de caos. Outras 11 capitais preocupam, com taxas de ocupação entre 80% e 90%. São os casos de Rio de Janeiro, Manaus, Campo Grande, Palmas, Fortaleza, João Pessoa, Belém, Cuiabá, Belo Horizonte, Salvador e Boa Vista.

Com informações do Estadão.

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