Fazenda Modelo da Embrapa pode ser realocada para Palmeira para ceder área a Escola de Sargentos de Armas do Exército (ESA) em PG

Foto: Divulgação/AEN

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) confirmou, ao Portal aRede, a possibilidade da realocação da sua unidade de Ponta Grossa para uma outra área no município de Palmeira, também nos Campos Gerais, para possibilitar que Ponta Grossa receba a Escola de Sargentos de Armas do Exército (ESA). Essa mudança de local seria necessária pela doação da área onde está hoje a Fazenda Modelo da Embrapa, nas proximidades do Distrito Industrial, região leste do município, para o Exército, onde seria realizado um investimento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, e abrigar um contingente de cerca de 10 mil pessoas. Ponta Grossa disputa essa sede da ESA com outros três municípios brasileiros: Recife (Pernambuco) e Santa Maria (Rio Grande do Sul).

Para que essa mudança seja viável, para que a Embrapa fosse para uma área pertencente ao Exército em Palmeira, cerca de 30 quilômetros distante da atual área, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária fez algumas reivindicações. “A Embrapa vem conversando com o Exército Brasileiro, Governo do Paraná e Prefeitura da Cidade de Ponta Grossa. Buscamos a conciliação das necessidades das partes para obtermos o melhor resultado para o Brasil. A Embrapa informou as condições necessárias para a migração das atividades desempenhadas na Fazenda Modelo”, informou a Embrapa à reportagem, através da assessoria de imprensa.

De acordo com a assessoria de impressa, não haverá alteração no método de trabalho com a realocação, e as mesmas linhas de pesquisa desenvolvidas na Fazenda Modelo serão mantidas – inclusive permitirá o desenvolvimento de projetos em parceria entre Embrapa e Exército. “As pesquisas nas áreas de soja, feijão e florestal são cruciais para a adaptação de culturas a climas tropicais e temperados. Os projetos são responsáveis pela geração de renda e garantia da segurança alimentar da população. E como o agronegócio brasileiro é uma das principais ancoras da economia brasileira, esta aproximação com o Exército permitirá projetos conjuntos relacionados à temática de defesa”. 

As duas áreas em questão, que poderão ser permutadas entre a Embrapa e o Exército Brasileiro, pertencem à União. A nova área em que a Embrapa poderá realocar suas atividades pertence ao Exército Brasileiro e no momento a Embrapa afirmou que ainda está na fase de detalhamentos das áreas, não dispondo das informações da área exata que poderá pertencer à Embrapa após a permuta. “A Embrapa avaliou a área oferecida, que atende a manutenção das pesquisas em andamento hoje em Ponta Grossa. Mas as negociações ainda estão em andamento e o detalhamento das novas instalações, ou readequação da infraestrutura atual será feita numa próxima etapa, nos projetos a serem elaborados, caso se chegue a um acordo”, informou a assessoria de imprensa.

Colaboradores seriam remanejados

Neste primeiro momento, caso haja o realocamento, todos os colaboradores da Embrapa de Ponta Grossa seriam remanejados para a unidade em Palmeira, até pela distância não ser tão longa, cerca de 30 quilômetros. Porém, futuras contratações não estão descartadas. “Contratações poderão ocorrer no médio e longo prazo na medida que a Embrapa abra concurso público para contratações e conforme as necessidades. É importante mencionar que vários projetos da Embrapa são feitos com apoio de parceiros da iniciativa privada”, informou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, através de sua assessoria de imprensa.

As informações são do aRede.

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