Paraná amplia exportações para a China e reduz dependência dos EUA

Um novo estudo da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) indica que o estado tem alternativas sólidas para compensar perdas com as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Enquanto US$ 735 milhões em exportações aos americanos estão em risco, a China já concentra US$ 3,5 bilhões em compras no primeiro semestre de 2025, cinco vezes mais que o volume vendido aos EUA. Argentina e Índia também aparecem como parceiros estratégicos, reforçando a diversificação geográfica e setorial.

A análise mostra que o agronegócio mantém protagonismo, com a China liderando a importação de soja, carnes e produtos florestais. A Índia se destaca na compra de óleo de soja e a Argélia desponta como novo mercado para o açúcar paranaense. No setor automotivo, Argentina e Colômbia ampliam as compras de automóveis, tratores e autopeças, abrindo espaço para expansão na América Latina.

O levantamento recomenda estratégias para inserir produtos madeireiros em mercados asiáticos, fortalecer parcerias automotivas no continente americano e explorar oportunidades na África, utilizando a Argélia como porta de entrada. A diversificação é apontada como chave para reduzir riscos e consolidar novas fontes de receita, com políticas públicas que facilitem crédito, promovam missões comerciais e preparem produtos para atender demandas específicas de países emergentes.