Frivatti, Pluma e Primato: Paraná ganha mais três fundos agrícolas de R$ 460 milhões
Produtores rurais do Paraná terão mais uma alternativa para financiar investimentos em suas propriedades com juros competitivos e menos dependência das linhas tradicionais do Plano Safra. O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta quarta-feira (5) três novos fundos do Fundos de Investimento em Direitos Creditórios do Agronegócio (FIDC Agro Paraná), modelo inédito de crédito criado pelo Governo do Estado.
Os novos fundos vão mobilizar R$ 460 milhões para financiar investimentos da Frivatti Industrial, Pluma Agroavícola e Primato Cooperativa Agroindustrial, junto aos respectivos produtores cooperados e integrados, fortalecendo a modernização do agronegócio.
Os novos FIDCs foram selecionados por meio do segundo edital do programa, lançado pela Fomento Paraná, que coordena a estruturação dos fundos, em 2025. Do total previsto para os três fundos, R$ 90 milhões serão aportados pela Fomento, instituição financeira estadual, como cotista sênior, enquanto o restante dos recursos será viabilizado pelos parceiros privados.
Ao apresentar os novos fundos, Ratinho Junior explicou que o objetivo é ampliar o acesso dos produtores rurais a crédito com juros mais baixos para expandir a produção e agregar valor ao agronegócio paranaense. “São três novos fundos de investimento, quase meio bilhão de reais para novos aviários, granjas, indústrias e para industrializar a produção feita pelos agricultores, com juros muito mais baixos do que os praticados no mercado. Foi uma ideia que surgiu para que o Estado fosse parceiro das cooperativas, colocando recursos para reduzir os juros e permitir que os produtores ampliem a produção”, disse.
O governador ressaltou que a iniciativa já vem contribuindo para impulsionar novos empreendimentos e fortalecer a economia do Estado. “Esse modelo já movimenta muito investimento para os pequenos agricultores do Paraná. É uma forma de fazer a nossa agricultura crescer, gerar mais renda e estimular novos investimentos e indústrias no Estado”, acrescentou.
Criado para ampliar a oferta de crédito para investimentos no campo, o FIDC Agro Paraná funciona como uma alternativa complementar às linhas tradicionais do Plano Safra. O modelo permite financiar projetos de longo prazo, como construção e ampliação de aviários e granjas, implantação de sistemas de irrigação, aquisição de máquinas e equipamentos, construção de estruturas de armazenagem e modernização de agroindústrias, com taxas de juros próximas às praticadas no crédito rural federal.
Na prática, o produtor acessa os recursos por meio da cooperativa ou agroindústria da qual faz parte. As empresas estruturam os projetos e fazem a ponte com o fundo, enquanto a Fomento Paraná coordena a estruturação financeira dos FIDCs, atraindo investidores e garantindo a viabilidade do modelo. Dessa forma, o Estado amplia a oferta de crédito para investimentos produtivos sem depender exclusivamente dos recursos federais.
Segundo o diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, o modelo criado pelo Estado amplia as alternativas de financiamento para o agronegócio. “O Paraná é o único estado que conseguiu criar um FIDC voltado ao agronegócio. Esse modelo amplia as alternativas de crédito para o produtor, com juros mais baixos, e ajuda a manter a economia em crescimento. Somando a primeira e a segunda etapa do programa, a expectativa é ultrapassar R$ 3 bilhões em investimentos, gerando emprego, renda e desenvolvimento para o Estado”, detalhou.
Além dos três fundos apresentados nesta quinta-feira, outros sete projetos seguem em análise técnica pela Fomento Paraná. A previsão é de que a instituição aporte mais R$ 295 milhões nesses novos FIDCs, que deverão mobilizar investimentos de aproximadamente R$ 1,475 bilhão nos próximos meses.
“O objetivo é sustentar a expansão daquilo que todos nós desejamos, que é o processamento da nossa produção e a agregação de valor. O Estado coloca recursos junto com a iniciativa privada e o mercado para ampliar os investimentos no agronegócio, o desenvolvimento tecnológico e a produtividade no campo paranaense, gerando emprego, renda e tributos”, afirmou.
Já o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, diz que mecanismos como o FIDC Agro Paraná são fundamentais para manter a competitividade da produção rural. “O Paraná tem predominância de pequenas propriedades rurais e é importante oferecer mecanismos que ampliem o acesso ao crédito para esses produtores. Em um cenário de custos elevados e desafios para o setor, iniciativas como essa ajudam a fortalecer as cooperativas, ampliar os investimentos no campo e manter o crescimento da agropecuária paranaense”, disse.
COMO FUNCIONA – O FIDC Agro Paraná é um fundo voltado exclusivamente ao financiamento de investimentos no agronegócio. Diferentemente das linhas de custeio, os recursos não podem ser utilizados para despesas da safra nem para compra de terras.
A Fomento Paraná participa dos fundos como cotista sênior, com participação entre 14% e 20% em cada operação, enquanto cooperativas, agroindústrias e investidores qualificados complementam os recursos necessários para formar o patrimônio de cada FIDC. Com essa estrutura, os produtores conseguem acessar financiamentos de longo prazo, com juros competitivos e menos burocracia para ampliar e modernizar suas propriedades e agroindústrias.
Para o presidente da Primato Cooperativa Agroindustrial, Anderson Léo Sabadin, o novo fundo permitirá que os cooperados ampliem a produção com financiamento de longo prazo e juros mais acessíveis. “O principal benefício é a redução do custo do crédito. O produtor terá acesso a uma linha com juros de cerca de 9% ao ano frente a, prazo de dez anos para pagamento e dois anos de carência. A Primato está em ampliação e, com esse recurso, vamos ampliar a produção de frangos e suínos. É um recurso que chega em um momento importante e permite ampliar a produção com segurança”, analisou.
PRIMEIRO EDITAL – Os novos fundos representam a segunda fase do FIDC Agro Paraná. Na primeira etapa do programa foram estruturados três fundos em parceria com a C.Vale, Seara e Marfrig/BRF, totalizando R$ 1,05 bilhão em investimentos destinados principalmente à ampliação da produção de aves, suínos e peixes, além do aumento da capacidade de processamento da indústria de carnes.
Pouco mais de um ano após o lançamento do programa, esses três fundos já aprovaram 155 operações de financiamento para investimentos no campo. Cerca de R$ 737 milhões já foram contratados e liberados para execução de obras, implantação de estruturas produtivas e aquisição de máquinas e equipamentos. Os fundos também somam patrimônio superior a R$ 1,1 bilhão.
Divulgação/Governo do Paraná
